Praças, estabelecimentos comerciais, escritórios e até o cemitério municipal têm sido alvos de criminosos; prejuízos atingem população, empresários e os cofres públicos
A crescente ocorrência de furtos em diferentes regiões de Rio Claro tem ampliado a sensação de insegurança entre moradores, comerciantes e profissionais que atuam na cidade. Nos últimos meses, crimes envolvendo o furto de cabos elétricos, hidrômetros, estruturas metálicas, itens de decoração urbana e até objetos de jazigos no cemitério municipal têm provocado prejuízos financeiros e alimentado cobranças por medidas mais efetivas de segurança pública.
A situação tem sido especialmente sentida na região central, onde comerciantes relatam uma rotina cada vez mais difícil diante dos constantes ataques ao patrimônio público e privado. Segundo relatos, criminosos chegaram a invadir estabelecimentos comerciais e escritórios, gerando prejuízos e aumentando a preocupação de quem trabalha diariamente no Centro.
“Está ficando uma situação insustentável para o trabalho de diversas pessoas e comerciantes”, relatam moradores e empresários que acompanham com preocupação o aumento dos casos.
Números ainda preocupam
Dados da Secretaria de Segurança Pública apontam que Rio Claro registrou 1.484 furtos ao longo de 2025.
Os trabalhadores e moradores afirmam que a sensação de insegurança permanece presente no dia a dia, principalmente em áreas de grande circulação e concentração comercial.
Praça da Liberdade ficou às escuras após furto de fiação
Um dos casos que mais chamou a atenção recentemente ocorreu na Praça da Liberdade, localizada na Rua 6 com a Avenida 3. Criminosos furtaram toda a fiação responsável pela iluminação pública do local, deixando a praça completamente às escuras durante vários dias.
O padre Renato Andreatto, pároco da Paróquia São João Batista, cuja igreja está localizada em frente à praça, acompanhou de perto o problema e cobrou providências.
“Foi 100% furtado. Levaram todos os cabos e fios da Praça, inclusive danificaram os alicerces para acessar a fiação, que era subterrânea”, relatou o sacerdote.
Além dos transtornos causados à população, o caso gerou prejuízos aos cofres públicos, uma vez que os recursos utilizados para a recuperação da estrutura são provenientes dos impostos pagos pelos contribuintes.
Fonte da Praça dos Ferroviários foi completamente saqueada
Outro episódio que gerou indignação ocorreu na Praça dos Ferroviários, localizada na Rua 1, altura da Avenida 7.
Criminosos furtaram toda a estrutura externa da fonte existente no local. Foram levados os 27 bicos de água, peças metálicas, estruturas de ferro e praticamente todos os componentes externos do equipamento.
O caso se soma a uma série de furtos de patrimônio público registrados nos últimos anos na cidade, obrigando o município a realizar novos investimentos para reconstruir estruturas já anteriormente custeadas pela população.
Comércio sofre com furtos frequentes
A insegurança também afeta diretamente a atividade econômica no Centro de Rio Claro.
Comerciantes, profissionais liberais e prestadores de serviços relatam prejuízos constantes causados por furtos de hidrômetros, cabos de energia elétrica, peças metálicas de fachadas, grades de proteção e até plantas utilizadas na decoração de estabelecimentos.
Além dos danos materiais, empresários apontam gastos adicionais com sistemas de monitoramento, reforço de estruturas e manutenção, custos que acabam impactando diretamente a atividade comercial.
Segundo relatos, a insegurança crescente também contribui para um cenário de esvaziamento gradual da região central, onde cada vez mais imóveis exibem placas de “Aluga-se” e “Vende-se”.
Cemitério municipal também é alvo constante
Nem mesmo os espaços destinados à memória das famílias têm escapado da ação criminosa.
No Cemitério Municipal São João Batista, moradores denunciam a recorrência de furtos de placas de bronze, molduras de fotografias, portas metálicas e outros objetos instalados nos jazigos.
Recentemente, um morador registrou boletim de ocorrência após criminosos furtarem placas de bronze e molduras fotográficas do túmulo de familiares.
Os casos têm provocado revolta entre as famílias, que além do prejuízo financeiro enfrentam o sentimento de violação e desrespeito à memória de seus entes queridos.
Moradores pedem reforço no patrulhamento
Diante da sequência de ocorrências, moradores e comerciantes defendem o aumento das rondas policiais e maior presença das forças de segurança na região central.
A reivindicação é que ações preventivas possam inibir a atuação de criminosos e devolver a sensação de tranquilidade a quem vive, trabalha e circula diariamente pela cidade.
Muitos moradores classificam a situação como preocupante e afirmam que o problema se tornou recorrente nos últimos anos.
A Secretaria de Segurança Pública destacou a importância do registro de boletins de ocorrência por parte das vítimas, ressaltando que as informações são fundamentais para subsidiar investigações e direcionar ações policiais.
Entretanto, a pasta não se manifestou sobre os pedidos de ampliação das rondas policiais na região central da cidade.
Enquanto isso, moradores, comerciantes e contribuintes continuam convivendo com os impactos de uma sequência de furtos que atinge tanto propriedades particulares quanto o patrimônio público, gerando prejuízos financeiros, sensação de insegurança e cobranças por soluções mais efetivas para o problema.
Por Leila Pizzotti

